Revista Brasileira De Herbicidas 2014; 13(2): 143-155

Doses de paraquat e volumes de calda na dessecação de Brachiaria ruziziensis antes do cultivo do milho safrinha

Neumárcio Vilanova , Daniel Adriano , Cesar Augusto , Gabriel Rohrer , Edmar Soares

DOI: 10.7824/rbh.v13i2.264

A Brachiaria ruziziensis pode contribuir na consolidação do sistema de plantio devido à alta produção de biomassa vegetal que pode ser empregada no manejo integrado das plantas daninhas. Contudo, existe escassez de informações referentes à dessecação desta forrageira, principalmente com o uso de herbicidas de ação de contato. Assim, objetivou-se avaliar diferentes métodos de manejo da dessecação da forrageira B. ruziziensis, e o efeito na cultura do milho safrinha e na supressão das plantas daninhas. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram dispostos num esquema fatorial 4 x 6 + 1, correspondente a avaliação de quatro doses do paraquat (100, 200, 400 e 800 g ha-1) em seis volumes de aplicação (69, 138, 204, 273, 342 e 411 L ha-1), além de uma testemunha sem aplicação. Para o estudo da dinâmica da população das plantas daninhas também foi utilizada uma testemunha em condição de pousio e outra somente com a cultura sem a presença de palha (capinada). Foram utilizadas pontas de pulverização modelo Turbo Teejet de jato plano simples com angulação de 90º. O paraquat foi eficiente na dessecação da B. ruziziensis até aos 14 dias após a aplicação. Após este período a rebrota da forrageira interferiu negativamente na produtividade do milho safrinha. A infestação das plantas daninhas foi reduzida nas áreas com B. ruziziensis em consorcio com o milho safrinha em relação à área em pousio.

Doses de paraquat e volumes de calda na dessecação de Brachiaria ruziziensis antes do cultivo do milho safrinha

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