Revista Brasileira De Herbicidas 2013; 12(1): 68-77

Curvas de dose-resposta e eficácia de herbicidas inibidores da enzima ALS aplicados em pré-emergência sobre espécies de Amaranthus

Alessandra Constantin , Rubem Silverio Oliveira , Jamil , Gizelly , Hudson Kagueyama , Luiz Henrique Morais , Guilherme Braga Pereira

DOI: 10.7824/rbh.v12i1.195

Plantas daninhas do gênero Amaranthus podem causar grandes perdas de produtividade nas culturas de interesse econômico se não controladas corretamente, entre elas do algodoeiro. Para que isso não aconteça é necessário a correta identificação das espécies, além da adequação de herbicidas e doses a serem utilizadas. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver as curvas de dose-resposta de herbicidas inibidores da enzima ALS (trifloxysulfuron-sodium e pyrithiobac-sodium) aplicados em pré-emergência, afim de verificar a eficácia de controle sobre espécies de Amaranthus (A. hybridus, A. viridis, A. lividus e A. deflexus) e a diferença de suscetibilidade entre elas. Para cada herbicida foram conduzidos experimentos isolados, onde as doses utilizadas em g ha-1 foram: 0,0; 1,8; 3,7; 7,5; 15,0 e 30,0 para trifloxysulfuron-sodium e 0; 35; 70; 140; 280 e 560 para pyrithiobac-sodium, equivalentes a 0, ¼, ½, 1, 2 e 4 vezes a dose comercial recomendada para solos de textura franco-argilosa. Os resultados indicaram que as doses utilizadas nas curvas de dose-respostas de trifloxysulfuron-sodium e pyrithiobac-sodium proporcionaram controles acima de 80% para todas as espécies de Amaranthus, caracterizando a possibilidade de utilização dos herbicidas em aplicações em pré-emergência. Houve diferença de suscetibilidade entre as espécies de Amaranthus, sendo A. hybridus e A. lividus as mais suscetíveis a ambos herbicidas.

Curvas de dose-resposta e eficácia de herbicidas inibidores da enzima ALS aplicados em pré-emergência sobre espécies de Amaranthus

Comentários