Revista Brasileira De Herbicidas 2012; 11(3): 296-304

Seletividade de herbicidas em espécies de gramas ornamentais

Patricia Andrea , José Miguel , Aline Baldini , Lincon Nunes

DOI: 10.7824/rbh.v11i3.171

O objetivo desse trabalho foi verificar a seletividade de herbicidas, aplicados em diferentes épocas, em espécies de gramas ornamentais. O primeiro experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, em esquema fatorial 4 x 5 x 2. Os fatores corresponderam à aplicação dos herbicidas em pré-plantio (sulfentrazone – 800 g ha-1, s-metolachlor – 1440 g ha-1, atrazina – 2000 g ha-1, além de testemunha sem aplicação de herbicida) em cinco espécies de gramas: Zoysia japonica (esmeralda), Axonopus compressus (são carlos), Paspalum notatum (batatais), Zoysia tenuifolia (japonesa), Stenotaphrum secundatum (santo agostinho) em dois tipos de solo quanto a textura (argilosa e média), além das testemunhas, sem aplicação de herbicida. No segundo experimento, o delineamento foi inteiramente casualizado, com quatro repetições, em esquema fatorial 6 x 5, sendo cinco herbicidas: atrazina (2000 g ha-1), sulfentrazone (800 g ha-1), halosulfuron (112,5 g ha-1), bentazon (0,72 g ha-1) e 2,4-D (670 g ha-1), aplicados sobre as cinco gramíneas citadas e testemunhas sem aplicação de herbicida. As avaliações visuais foram feitas aos 7, 14, 21, 28 e 35 dias após a aplicação dos herbicidas. Todos os herbicidas aplicados em pré-plantio foram seletivos para as espécies estudadas, independente da textura do solo. No experimento com pós-emergentes, as gramas são carlos e batatais foram sensíveis a atrazina, com 38 e 33% de fitotoxicidade aos 21 DAA. Entretanto, a recuperação da grama batatais foi mais efetiva aos 35 DAA. O herbicida sulfentrazone provocou fitotoxicidade apenas na grama são carlos. Os herbicidas bentazon, 2,4-D e halosulfurom aplicados sobre as plantas foram seletivos para todas as espécies estudadas.

Seletividade de herbicidas em espécies de gramas ornamentais

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