Revista Brasileira De Herbicidas 2017; 16(1): 11-19
Controle de Murdannia nudiflora em pós colheita da soja
A espécie Murdannia nudiflora pertence à família Commelinaceae é conhecida como “trapoerabinha”. Devido à elevada capacidade competitiva e por apresentar tolerância ao glyphosate esta espécie se desenvolve e compete com a soja, apresenta rápido crescimento quando ocorre a senescência das folhas de soja e dificulta o manejo das plantas daninhas no cultivo subsequentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência de herbicidas isolados ou em associação em pós colheita da soja e verificar a dose do ingrediente ativo que proporciona o melhor controle de M. nudiflora. Foram realizados dois experimentos a campo, em delineamento de blocos casualizados com quatro repetições. O primeiro experimento foi constituído por oito tratamentos sendo eles glyphosate 972 g e.a. ha-1, atrazine 1500 g i.a. ha-1; carfentrazone 12 g i.a. ha-1, imazethapyr 100 g i.a. ha-1, glyphosate + imazethapyr 972 + 30 g ha-1, imazethapyr + atrazine 30 + 1500 g ha-1, carfentrazone + atrazine 8 + 1500 g ha-1 e testemunha. No segundo experimento, utilizou-se atrazine nas doses de 0, 880, 1.100, 1.320 e 1.540 g i.a. ha-1. Em todos os experimentos as aplicações dos herbicidas foram realizadas em pós-emergência das plantas daninhas. Nos resultados do primeiro experimento, apenas os tratamentos com atrazine apresentaram controle eficiente (> 80%). O glyphosate na dose de 972 g e.a. ha-1 apresentou baixo controle (< 20%) mesmo quando em mistura com imazethapyr. No segundo experimento, doses a partir de 880 g i.a. ha-1 de atrazine foram suficientes para o controle de M. nudiflora em pós-emergência.
Palavras-chave: atrazina; Commelinaceae; glifosato
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