Revista Brasileira De Herbicidas 2012; 11(3): 339-346
Impactos toxicológicos de herbicidas recomendados para a cultura do milho em ninfas do predador Podisus nigrispinus (Hemiptera: Pentatomidae)
A presença de plantas daninhas na cultura do milho (Zea mays L.) pode ocasionar altas perdas na produção. O controle químico das plantas daninhas é o mais utilizado nesta cultura, mas pode afetar negativamente os inimigos naturais presentes nas lavouras. O objetivo do trabalho foi avaliar a toxicidade de herbicidas registrados para a cultura do milho a ninfas do predador Podisus nigrispinus Dallas, 1851 (Hemiptera: Pentatomidae). Avaliou-se o efeito de atrazine, nicosulfuron, mesotrione, paraquat e o controle à base de água destilada, sobre três estádios imaturos do inseto (terceiro, quarto e quinto), em doses equivalentes à metade, ao dobro, a quatro e dez vezes à recomendada para a cultura do milho. Os herbicidas foram aplicados sobre potes plásticos de 500 mL contendo, cinco ninfas de cada estádio do inseto, constituindo a unidade amostral, com seis repetições. Após 96 horas foi realizada a contagem dos sobreviventes. Para todos os estádios de P. nigrispinus o aumento das doses dos herbicidas ocasionou decréscimo na taxa de sobrevivência. Esta foi menor para os insetos expostos ao atrazine e paraquat. O mesotrione foi o menos tóxico e o nicosulfuron apresentou toxicidade mediana. Conclui-se que as ninfas do terceiro ao quinto estádio do inimigo natural P. nigrispinus são mais suscetíveis aos herbicidas atrazine e paraquat. Além disso, mesotrione e nicosulfuron podem ser utilizados na cultura do milho, visando preservar a população deste predador.
Palavras-chave: controle biológico; percevejo; plantas daninhas; sobrevivência
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