Revista Brasileira De Herbicidas 2015; 14(1): 15-20

Manejo químico de Pilea microphylla em mudas de orquídeas

Jeferson , André Gustavo , Vandir , Neumárcio Vilanova da , Débora , Lucas Guilherme , Vandeir Francisco

DOI: 10.7824/rbh.v14i1.304

Espécies da família Orchidaceae são produzidas em larga escala para comercialização de suas flores. Entretanto, devido ao seu lento desenvolvimento, o substrato fica sujeito à infestação de plantas daninhas, como a brilhantina (Pilea microphylla). Assim, objetivou-se avaliar a seletividade de herbicidas à mudas de orquídeas do gênero Rhynchostylis ([Rhynchostylis gigantea Alba x Rhynchostylis gigantea] X Rhynchostylis gigantea Semi-Alba) e controle de P. microphylla. Adotou-se delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições por tratamento. Os herbicidas estudados foram: oxyfluorfen (0, 120, 240 e 480 g ha-1 i.a.), flumioxazin (0, 12,5, 25 e 40 g ha-1 i.a.), nicosulfuron (0, 20, 40 e 80 g ha-1 i.a.) e mesotrione (0, 96, 144 e 192 g ha-1 i.a.), com uma testemunha sem aplicação para cada molécula. Na ocasião da pulverização as plantas de orquídea apresentavam quatro folhas e 5 cm de altura, enquanto que a P. microphylla possuía 10 cm de altura. O nicosulfuron não controlou P. microphylla, enquanto o oxyfluorfen e o flumioxazin apresentaram eficiência de controle superior a 90% a partir dos 14 dias após a aplicação (DAA). A mesotrione demonstrou baixa capacidade de controle da infestante, atingindo em torno de 35% de eficiência aos 49 DAA. Todos os herbicidas foram seletivos às mudas do híbrido de Rhynchostylis. As moléculas oxyfluorfen e flumioxazin foram eficientes no controle da P. microphylla nos intervalos de doses testados.

Manejo químico de Pilea microphylla em mudas de orquídeas

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