Revista Brasileira De Herbicidas 2017; 16(3): 206-215

Alternativas de controle químico do capim-amargoso resistente ao glyphosate, com herbicidas registrados para as culturas de milho e algodão

Marcel Sereguin Cabral de , Leonardo José Frinhani Noia da , Caio Augusto de Castro Grossi , Danilo Carvalho Pereira da , Marcelo , Pedro Jacob

DOI: 10.7824/rbh.v16i3.556

Nos sistemas de produção agrícolas no Brasil é comum a rotação de culturas soja, milho e/ou algodão, todas resistentes ao herbicida glyphosate; o que favorece a seleção de populações de capim-amargoso (Digitaria insularis) resistente ao glyphosate. Para as culturas de milho e algodão, pouco se sabe sobre alternativas para manejo químico para D. insularis. Dessa forma, torna-se pertinente a investigação da eficácia de herbicidas de mecanismos de ação alternativos ao glyphosate, aplicados em condições de pré e pós-emergência, para o controle do biótipo resistente de capim-amargoso (D. insularis), recomendados para as culturas do milho e algodão. O experimento foi desenvolvido em casa-de-vegetação, durante os meses de setembro a dezembro de 2014, utilizando um biótipo de D. insularis resistente ao glyphosate. O delineamento estatístico utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições. A aplicação aconteceu quando as plantas de capim amargoso estavam no estádio de 1 a 2 perfilhos e em pré-emergência com diferentes herbicidas. Os tratamentos que obtiveram melhores resultados em condições de pós-emergência da planta daninha foram os herbicidas nicosulfuron, imazapic + imazapyr, atrazine, haloxifop-methyl e tepraloxydim. Os herbicidas atrazine, isoxaflutole, S-metolachlor, clomazone, diuron e flumioxazin se apresentaram como pré-emergentes eficazes para o controle desta espécie.

Alternativas de controle químico do capim-amargoso resistente ao glyphosate, com herbicidas registrados para as culturas de milho e algodão

Comentários