Revista Brasileira De Herbicidas 2018; 17(4): 1-9

Ação de herbicidas pré-emergentes no estabelecimento inicial de plântulas de espécies nativas do Cerrado

Sidnei Roberto de , Ricardo Fagundes , Prissila Pereira dos Santos , Anney Silva , Rodrigo Marques de

DOI: 10.7824/rbh.v17i4.612

A dificuldade de controle das plantas daninhas tem sido considerada como um dos principais entraves ao sucesso dos projetos de recuperação da vegetação em áreas degradadas. O presente trabalho teve o objetivo de avaliar o efeito de diferentes herbicidas pré-emergentes sobre a emergência, sobrevivência e desenvolvimento inicial de plantas das espécies nativas amendoim bravo (Platypodium elegans), mutamba (Guazuma ulmifolia), carobinha (Jacaranda micrantha) e angico cuiabano (Anadenanthera colubrina). O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação no delineamento experimental inteiramente casualizado, com cinco repetições. Os tratamentos foram constituídos pela aplicação em pré-emergência dos seguintes herbicidas e doses: isoxaflutole (75, 150 e 300 g i.a. ha-1), pendimenthalin (500, 1000 e 2000 g i.a. ha-1), trifluralin (600, 1200 e 2400 g i.a. ha-1) e uma testemunha padrão sem a aplicação de herbicidas. O efeito dos herbicidas foi avaliado quanto ao número de plântulas emergidas, número de folhas por plântula, altura de plântulas, diâmetro de plântulas na altura do coleto e matéria seca de raiz e folhas aos 35 dias após a germinação. Com os resultados obtidos foi possível afirmar que todos os herbicidas e doses utilizadas não prejudicaram a emergência e o desenvolvimento inicial das espécies P. elegans e J. micrantha. As doses de 150 e 300 g i.a. ha-1 do herbicida isoxaflutole foram não seletivas para a espécie arbórea G. ulmifolia. Apenas a dose de 600 g i.a. ha-1 do herbicida trifluralin apresentou seletividade para a espécie A. colubrina.

Ação de herbicidas pré-emergentes no estabelecimento inicial de plântulas de espécies nativas do Cerrado

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