Revista Brasileira De Herbicidas 2020; 19(2): 1-11
EFEITO DO SELÊNIO COMO PROTETOR QUÍMICO NA SELETIVIDADE INICIAL DE HERBICIDAS APLICADOS EM PÓS EMERGÊNCIA DE Urochloa decumbens
Algumas substâncias podem ser utilizadas como protetores químicos para aumentar a tolerância de culturas a herbicidas, incluindo alguns micronutrientes como é o caso do selênio. O uso de herbicidas em pastagem vem sendo cada vez mais comum no manejo das plantas daninhas, esse trabalho teve como objetivo avaliar o selênio como protetor químico na seletividade de herbicidas aplicados em pós emergência em U. decumbens. Foram conduzidos três experimentos em casa de vegetação, em esquema fatorial 5×2, cinco doses de herbicidas e na presença ou não de selênio (Se) (25 g ha-1) aplicado via solo, em delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições. Sendo os tratamentos compostos com a utilização dos herbicidas ametryn (0, 500, 1000, 1500 e 3000 g i.a. ha-1), amônio-glufosinate (0, 75, 150, 300 e 600 g i.a. ha-1) e carfentrazone-ethyl (0, 5, 10, 20 e 40 g i.a. ha-1) e um tratamento sem aplicação de herbicida. Avaliou-se aos 3, 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação dos tratamentos (DAA), fitointoxicação e fluxo de transporte de elétrons (ETR) e aos 28 DAA altura das plantas e biomassa seca da parte aérea. De maneira geral, houve aumento da fitointoxicação das plantas em função das doses de todos herbicidas estudados. A aplicação de Se por sua vez, proporcionou menores níveis de fitointoxicação, e consequentemente menores reduções de ETR, altura e biomassa seca quando comparadas as plantas não tratadas com Se. Assim, conclui-se que o Se apresenta potencial de uso como protetor para esses herbicidas em pós-emergência em U. decumbens.
Palavras-chave: ametryn; amônio-glufosinate; carfentrazone-ethyl; safener; Urochloa decumbens (Stapf) R D Webster
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