Revista Brasileira De Herbicidas 2017; 16(3): 173-182
Efeito residual de herbicidas pré-emergentes no desenvolvimento inicial e na composição bioquímica de plântulas de feijão-vagem
O uso de herbicidas deve ser feito de forma racional, dando prioridade em evitar possíveis efeitos adversos nas culturas subsequentes. O objetivo foi avaliar o efeito residual dos herbicidas pré-emergentes no crescimento e no desenvolvimento inicial, bem como a composição bioquímica das plântulas de feijão vagem. O delineamento experimental utilizado foi o completamente ao acaso, com quatro repetições, em esquema fatorial 3×4, três cultivares de feijão-vagem (Macarrão Favorito, Macarrão Preferido e Macarrão Trepador) e três herbicidas pré-emergentes, além de um controle (sem herbicida). Utilizou-se de doses residuais de herbicidas pré-emergentes sulfentrazone 0,3 g ha-1, diclosulam 0,126 g ha-1 e imazethapyr 0,05 g ha-1. O trabalho foi desenvolvimento em laboratório de análise de sementes com a finalidade de minimizar possíveis efeitos adversos do meio. As sementes foram semeadas em papel germitest umedecidos com as soluções contendo os herbicidas, respectivas a cada tratamento. Avaliou-se as seguintes características: germinação (GER), índice de velocidade de germinação (GSI), comprimento de plântulas (SL), massa seca de plântulas (SDM) e teor de proteína solúvel (PROT) além da atividade enzimática da catalase (CAT), peroxidase (PER) e fenilalanina amônia-liase (PAL). As variáveis fitométricas SL, SDM, GER e GSI reduziram na presença de herbicidas, já para os teores de PROT e atividade enzimática da CAT, PER e PAL houve variação de acordo com o genótipo. O sulfentrazone mostrou-se como o produto de maior toxicidade, bem como o Macarrão Trepador como o genótipo de menor tolerância.
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