Weed Control J 2021; 20: e202100764
Estádio fenológico do capim-amargoso e eficácia do herbicida glufosinato de amônio
DOI: 10.7824/wcj.2021;20:00764
Resumo
Introdução
Recentemente, biótipos de capim-amargoso (Digitaria insularis) foram identificados no Brasil com resistência múltipla aos inibidores da EPSPs-ACCase, o que exige recomendações agrícolas fundamentadas em herbicidas com mecanismos de ação alternativos, tal como o glufosinato de amônio.
Objetivo
Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de modelar a eficácia do glufosinato de amônio em cinco estádios fenológicos do capim- amargoso.
Métodos
Os tratamentos constaram de oito doses do herbicida (1.600, 800, 400, 200, 100, 50 e 25 g ha-1, incluindo testemunhas sem aplicação) e cinco estádios fenológicos do capim-amargoso. O controle percentual das plantas foi avaliado aos 14, 21 e 28 dias após aplicação (DAA), bem como a massa de matéria seca também aos 28 DAA.
Resultados
Quanto mais desenvolvidas estavam as plantas de capim- amargoso no momento da aplicação, maiores doses foram necessárias para a obtenção de controle satisfatório. Plantas com apenas três folhas foram facilmente controladas pelo glufosinato de amônio, uma vez que adequado controle foi alcançado com doses menores que 100 g ha-1. Caso o estádio de perfilhamento seja alcançado, maiores doses foram necessárias para promover controle adequado, da ordem de 200 g ha-1. Doses superiores a 400 g ha-1 foram necessárias para alcançar controle satisfatório do capim- amargoso em estádio de pré-florescimento. Conclusões: O glufosinato de amônio é uma excelente alternativa para controle do capim-amargoso, porém um segundo herbicida pode ser necessário no caso de aplicações após perfilhamento. Foi identificada correlação entre o desenvolvimento fenológico do capim-amargoso e doses crescentes de glufosinato de amônio visando manutenção dos mesmos níveis de controle.
Palavras-chave: crescimento; Digitaria insularis; glutamina sintetase; modelagem
1.108
