Revista Brasileira De Herbicidas 2017; 16(4): 307-324
Fitorremediação de solo contaminado com herbicidas inibidores de FSII e de ALS
Ao se usar herbicidas para o controle de plantas daninhas esses produtos podem permanecer no solo e causar problemas em culturas cultivadas em sucessão, processo esse conhecido como carryover. Pode-se usar como alternativa, para descontaminação de solos com herbicidas a técnica da fitorremediação. Sendo assim, objetivou-se com o trabalho avaliar o potencial fitorremediador das espécies, ervilhaca, nabo, centeio, soja-preta e capim-colonião cultivadas em solos contaminados com atrazine e chlorimuron-ethyl + sulfometuron-methyl. Os herbicidas foram aplicados em pré emergência das espécies, sendo instalados dois experimentos. No primeiro ensaio testou-se o potencial fitorremediador das espécies e no segundo usou-se o pepino como cultura bioindicadora para comprovar se houve a despoluição do solo. As variáveis avaliadas aos 40 dias após e emergência (DAE) foram: fitotoxicidade (%), altura (cm) e a massa seca da parte aérea das plantas (g). A mistura chlorimuron-ethyl + sulfometuron-methyl causou os maiores sintomas de fitotoxicidade tanto nas espécies fitorremediadoras, como para a cultura bioindicadora. Os resultados demonstram que a soja preta apresentou maior potencial de fitorremediação de solo contaminado com chlorimuron-ethyl + sulfometuron-methyl e o capim-colonião foi a espécie que demonstrou potencial satisfatório como planta fitorremediadora de solo contaminado com atrazine. O pepino teve maior crescimento quando se usou o capim-colonião como planta fitorremediadora de solo tratado com atrazine, principalmente nas maiores doses aplicadas. Até a dose recomendada o centeio apresentou capacidade de despoluir o solo tratado com chlorimuron-ethyl + sulfometuron-methyl.
Palavras-chave: carryover; fitorremediação de solo; sustentabilidade dos agroecossistemas
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