Revista Brasileira De Herbicidas 2013; 12(3): 268-276
Herbicidas alternativos para o controle de Raphanus raphanistrum L. resistente ao herbicida metsulfurom metílico
O controle de plantas daninhas dicotiledôneas, em culturas de inverno, é realizado basicamente com herbicidas inibidores da enzima ALS. O uso intensivo desses herbicidas em áreas cultivadas com trigo tem proporcionado pressão de seleção nas populações de Raphanus raphanistrum resultando em biótipos resistentes a esses herbicidas. Objetivou-se com esse trabalho determinar a existência de resistência cruzada e múltipla aos herbicidas inibidores de ALS e alternativas de controle químico dessa planta daninha resistente ao metsulfurom metílico. Os tratamentos resultaram da combinação de dois biótipos de R. raphanistrum resistente (biótipo R) e suscetível (biótipo S), com 12 herbicidas: glifosato, atrazina, bentazona, 2,4-D, sulfometurom metílico + clorimurom etílico, clorimurom etílico, cloransulam metílico, iodosulfurom, nicossulfurom, imazetapir, metsulfurom metílico, imazapic + imazapir e mais um tratamento controle sem aplicação. Aplicou-se a dose recomendada de cada herbicida, para o controle da espécie, no estádio de desenvolvimento de 3 a 4 folhas verdadeiras. Foram analisados a eficiência de controle e redução de massa seca da parte aérea. O biótipo S foi suscetível aos herbicidas inibidores da ALS e aos demais mecanismos de ação testados. O biótipo R apresentou resistência cruzada aos grupos químicos imidazolinonas, sulfoniluréias e triazolpirimidinas variando o grau de sensibilidade entre esses grupos. O biótipo R não foi diagnosticado com resistência múltipla, e os herbicidas glifosato, bentazona, atrazina e 2,4-D demonstraram serem eficazes no seu controle, podendo utilizá-los como alternativas para o manejo químico dessa planta daninha.
Palavras-chave: acetolactato sintase; planta daninha; resistência cruzada; resistência múltipla
274
