Weed Control J 2021; 20: e202100736
Herbicidas para supressão da Brachiaria ruziziensis em consórcio com milho
DOI: 10.7824/wcj.2021;20:00736
Resumo
Introdução
O consórcio de milho e Brachiaria ruziziensis tem crescido rapidamente no Sul e Centro-Oeste do Brasil. Entretanto, a incerteza sobre a interferência da forrageira na produção do milho incentivou os produtores a utilizarem herbicidas para a supressão da braquiária.
Objetivo
Nosso objetivo foi avaliar a aplicação de subdoses de herbicidas em diferentes estádios para supressão do crescimento da braquiária em consórcio com o milho.
Métodos
Um experimento em casa-de-vegetação foi conduzido para avaliar a fitointoxicação da forrageira e selecionar os melhores tratamentos. Posteriormente, um experimento em campo foi conduzido para avaliar a produtividade do milho e a supressão da B. ruziziensis com a aplicação de subdoses de herbicidas em dois estágios de desenvolvimento. O experimento foi conduzido em esquema factorial 9×2+3 em delineamento de blocos ao acaso, com oito repetições. O primeiro fator foi composto por tratamentos de herbicidas, o segundo por dois estádios fenológicos da braquiária e os efeitos foram comparados com três tratamentos adicionais.
Resultados
A aplicação de herbicidas no estádio de 3 ou mais perfilhos da braquiária demonstrou menor fitointoxicação quando comparado ao estádio de 1 perfilho. Em campo, a fitointoxicação da forrageira variou de 2,5 a 54%, com maiores níveis de supressão para o nicosulfuron quando comparado ao mesotrione.
Conclusões
A aplicação de mesotriona (48 ou 60 g ha-1) e atrazina (1200 g ha-1) no estádio de 1-3 perfilhos; e mesotriona (60 g ha-1), mesotriona+atrazina (60+1200 g ha-1) e atrazina (1200 g ha-1) em aplicação com mais de 3 perfilhos foram os tratamentos mais eficientes.
Palavras-chave: Brachiaria ruziziensis; controle químico de forrageiras; subdoses; Zea mays
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