Revista Brasileira De Herbicidas 2016; 15(3): 251-262
Identificação e manejo de biótipos de Chloris polydactyla com resistência ou suscetibilidade diferencial ao glyphosate no Estado do Paraná
O surgimento de plantas daninhas resistentes tem aumentado os custos e prejudicado a produção dos cultivos pela interferência de plantas daninhas com o cultivo e perda de efetividade dos herbicidas de ampla utilização com amplo espectro de controle e baixo custo, como o glyphosate. Deste modo, o trabalho objetivou identificar populações de C. polydactyla resistente ou com suscetibilidade diferencial ao herbicida glyphosate, no Estado do Paraná, e estabelecer seu controle alternativo. Coletou-se biótipos com suspeita de resistência em municípios localizados nas regiões: oeste, centro-oeste e noroeste do estado. Instalou-se um ensaio de ¨screening¨ de populações, em delineamento inteiramente casualizado, com tratamentos de 0, 450, 650 e 900 g e.a. ha-1 do herbicida glyphosate, com 4 repetições, avaliando-se controle visual com 7, 14 e 21 dias após aplicação (DAA) e acúmulo de matéria fresca. Determinou-se o controle alternativo das diferentes populações com glyphosate; quizalofop; haloxyfop; tepraloxydim, clethodim e a associação destes herbicidas inibidores da ACCase com glyphosate, avaliando-se o controle visual aos 14, 21 e 28 DAA e redução da matéria fresca. O Paraná possui populações C. polydactyla que necessitam de altas doses de glyphosate para diminuir sua massa fresca ou atingir níveis adequados de controle, sendo um alerta para surgimento de populações resistentes. As populações estudadas desta espécie foram facilmente controladas com uso da associação glyphosate e clethodim, na dose comercial. É de suma importância rotacionar princípios ativos e mecanismos de ação na propriedade devido a características especificas da população alvo.
Palavras-chave: capim branco; controle alternativo; graminicidas; resistência de plantas daninhas
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