Revista Brasileira De Herbicidas 2007; 6(2): 50-61
Quantificação do controle químico de plantas daninhas através de diferentes formas de absorção
DOI: 10.7824/rbh.v6i2.57
O trabalho objetivou quantificar a intensidade de ação de herbicidas no controle de Brachiaria decumbens (BRADC) e Digitaria horizontalis (DIGHO), através de diferentes formas de absorção. Para tanto, três experimentos foram conduzidos em estufas plásticas representados pelos herbicidas atrazine (3,00 kg i.a. ha-1 + óleo mineral Assistâ 0,5% v/v), oxyfluorfen (0,72 kg i.a. ha-1) e isoxaflutole (0,06 kg i.a. ha-1), aplicados em pós-emergência inicial. Três possibilidades de absorção (radicular, foliar e radicular + foliar) e uma testemunha foram estudadas em solos de textura arenosa e argilosa, constituindo fatorial 4 x 2, com cinco repetições. Para o isolamento da absorção dos herbicidas foi utilizado canudos plásticos e papel alumínio para garantir a presença ou ausência de proteção das plântulas ou solo. Observou-se que a absorção foliar e radicular de isoxaflutole controlou eficientemente a BRADC nos solos de textura arenosa e argilosa aos 15 DAA (dias após aplicação). Para DIGHO, o isoxaflutole proporcionou controle eficiente através da via radicular, na ordem de 1,9 e 5,6 vezes, superior a via foliar para os solos arenoso e argiloso aos 15 DAA. A absorção foliar de oxyfluorfen controlou a BRADC (> 93,0%) na ordem de 16,8 e 15,1 vezes superiores a via radicular para os solos de textura arenosa e argilosa. A espécie DIGHO não foi satisfatoriamente controlada pelos herbicidas atrazine e oxyfluorfen por nenhuma das diferentes vias de absorção e tipos de solo.
Palavras-chave: Brachiaria decumbens; Digitaria horizontalis; herbicida; metodologia
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