Revista Brasileira De Herbicidas 2013; 12(3): 232-241

Redução do espaçamento entrelinhas do milho e sua influência na dose do herbicida

André da Rosa , Lais Tessari , Nixon da Rosa , Marcos André , Bruno Moncks da , Dirceu

DOI: 10.7824/rbh.v12i3.210

A integração de práticas de manejo como ferramenta auxiliar no controle químico de plantas daninhas, em pós-emergência na cultura do milho (Zea mays L.), pode propiciar a redução da dose do herbicida a ser aplicado. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi estudar, por meio de alterações no espaçamento, a possibilidade de redução das doses recomendadas dos herbicidas tembotriona e mesotriona, sem prejudicar o controle das plantas daninhas e a produtividade da cultura do milho. O experimento foi realizado em delineamento em blocos casualizados em esquema de parcelas sub-subdivididas, com quatro repetições. Como tratamentos utilizaram-se dois espaçamentos entrelinhas (0,40 e 0,80 m); dois herbicidas (tembotriona – 100 g i.a. ha-1 e mesotriona – 192 g i.a. ha-1); e, quatro doses dos herbicidas (100, 80, 60 e 0% a dose recomendada). Avaliaram-se visualmente a fitotoxicidade à cultura e controle de nabo (Raphanus raphanistrum L.) e papuã [Urochloa plantaginea (Link) Hitchc.], aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação dos tratamentos, bem como o número de plantas por parcela, espigas por planta, massa de mil grãos e produtividade. Os resultados evidenciaram que o espaçamento não interferiu no controle de nabo e papuã e na produtividade do milho. O herbicida mesotriona foi mais eficiente no controle de nabo e o tembotriona de papuã, possibilitando utilizar 80% da dose recomendada de ambos sem afetar o controle de plantas daninhas e a produtividade da cultura.

Redução do espaçamento entrelinhas do milho e sua influência na dose do herbicida

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