Revista Brasileira De Herbicidas 2016; 15(2): 195-204

Resíduos de atrazine e de tembotrione no solo afetam o crescimento inicial da beterraba

Gabriel Venâncio da Silva , Guilherme Anthony , Christiane Augusta Diniz , Gustavo Soares , Gabriella Daier Oliveira Pessoa , Daniel Valadão , Marcelo Rodrigues

DOI: 10.7824/rbh.v15i2.445

O cultivo da beterraba é frequentemente realizado em sistema de rotação de culturas com cereais como o milho. Neste caso, herbicidas com efeito residual aplicados durante o cultivo do milho podem prejudicar o estabelecimento e o crescimento da beterraba cultivada em sucessão. Diante disso, três experimentos foram conduzidos em casa de vegetação para avaliar o efeito residual dos herbicidas atrazine e tembotrione, isolados ou em mistura, sobre o crescimento inicial da beterraba. Os tratamentos consistiram de seis doses correspondentes a 0, 10, 20, 30, 40 e 50% da dose recomendada. As avaliações realizadas foram: intoxicação das plantas, matéria seca da parte aérea e índice SPAD. O atrazine e tembotrione provocaram efeito negativo sobre o crescimento inicial da beterraba, apresentando redução nos valores de matéria seca da parte aérea e do índice SPAD, bem como aumento da intoxicação com o incremento das doses. Quando os herbicidas foram aplicados em mistura o efeito foi potencializado, causando a morte das plantas nas maiores doses (40 e 50%). Em função desses resultados, o cultivo de beterraba após a aplicação de atrazine e, ou tembotrione na cultura do milho pode tornar-se inviável devido ao potencial de carryover nessas situações.

Resíduos de atrazine e de tembotrione no solo afetam o crescimento inicial da beterraba

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