Weed Control J 2021; 20: e202100740
Seletividade de herbicidas para batata-doce
DOI: 10.7824/wcj.2021;20:00740
Resumo
Introdução
Nas áreas maiores e de maior tecnificação do sistema de produção da batata-doce, as plantas daninhas são controladas com herbicidas. Contudo, existem apenas dois herbicidas registrados para a cultura no Brasil.
Objetivo
Estudar a seletividade de diferentes herbicidas para a cultura da batata-doce, em função do genótipo e da dosagem de cada produto.
Métodos
Dois experimentos foram desenvolvidos em condições de campo, com as cultivares Canadense e Brazlândia Roxa, um para cada cultivar. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com 13 tratamentos e três repetições. Os tratamentos consistiram de seis herbicidas pulverizados em duas dosagens (clomazone 0,54 e 1,08 kg ha-1, flumioxazin 0,02 e 0,03 kg ha-1, linuron 0,72 e 0,99 kg ha-1, metribuzin 0,36 e 0,48 kg ha-1, oxadiazon 0,25 e 0,50 kg ha-1 e sulfentrazone 0,25 e 0,50 kg ha-1) e uma testemunha sem aplicação. Avaliações de fitointoxicação, população de plantas, comprimento da haste principal, produtividade de raízes tuberosas (descarte, comercial e total) e controle de plantas daninhas foram realizadas.
Resultados
A interação cultivares e tratamentos de herbicidas não foi significativa para nenhuma característica avaliada. Entre os herbicidas, sulfentrazone na maior dosagem foi o mais fitotóxico para batata-doce com notas de 40% a 44%. Todavia, nenhum dos tratamentos de herbicida afetou negativamente a produtividade de raízes tuberosas.
Conclusões
As cultivares Canadense e Brazlândia Roxa possuem resposta semelhante aos herbicidas testados; e os herbicidas clomazone, flumioxazin, linuron, metribuzin e oxadiazon são promissores para uso na cultura da batata-doce.
Palavras-chave: controle químico; fitointoxicação; ipomoea batatas (L) Lam
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