Revista Brasileira De Herbicidas 2014; 13(1): 23-30
Seletividade de herbicidas residuais e da mistura com glyphosate aplicados após a poda da mandioca ‘Fécula Branca’
As variedades de mandioca (Manihot esculenta L. Crantz) destinadas para a indústria de fecularia geralmente são podadas no período de repouso fisiológico das plantas, sendo necessária a adoção de práticas de manejo das plantas daninhas para evitar a competição no segundo ciclo de desenvolvimento da cultura. Diante do exposto, o objetivo foi avaliar a seletividade de herbicidas pré-emergentes e da mistura destes com glyphosate em aplicações após a poda da mandioca ‘Fécula Branca’. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições. Os tratamentos avaliados foram: glyphosate (720 g ha-1), carfentrazone (25 g ha-1), chlorimuron-ethyl (10 g ha-1), clomazone (1.080 g ha-1), flumioxazin (83 g ha-1), metribuzin (480 g ha-1) metsulfuron-methyl (2,4 g ha-1), glyphosate + carfentrazone (720 + 25 g ha-1), glyphosate + chlorimuron-ethyl (720 + 10 g ha-1), glyphosate + clomazone (720 + 1.080 g ha-1), glyphosate + flumioxazin (720 + 83 g ha-1), glyphosate + metribuzin (720 + 480 g ha-1), glyphosate + metsulfuron-methyl (720 + 2,4 g ha-1), além de uma testemunha sem aplicação. Avaliou-se a porcentagem de fitointoxicação, altura de planta, produtividade de raízes e o teor de fécula da mandioca. Os herbicidas aplicados isolados e em mistura não causaram sintomas de fitointoxicação nas plantas de mandioca após a aplicação. Os herbicidas aplicados isolados e em mistura não reduziram a altura de planta, produtividade de raízes e o teor de fécula da mandioca em relação à testemunha sem aplicação. Conclui-se que a aplicação isolada dos herbicidas residuais e da mistura com glyphosate apresentaram-se seletivos, quando aplicados após a poda das plantas de mandioca ‘Fécula Branca’.
Palavras-chave: Manihot esculenta L Crantz; mistura em tanque; planta daninha
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