Revista Brasileira De Herbicidas 2017; 16(2): 130-141

Síntese de etileno e respostas fotossintéticas em plantas de feijão e milho expostos a auxinas

Eduardo Ferreira , Bruno Eustáquio Cirilo , Amana Magalhães Matos , Flávio Barcellos , Dimas Mendes

DOI: 10.7824/rbh.v16i2.519

As auxinas AIA (ácido indol-3-acético), 2,4-D (ácido 2,4-diclorofenoxiacético) e 2,4,5-T (ácido 2,4,5-triclorofenoxiacético) foram aplicadas em plantas de milho (Zea mays, monocotiledônea) e feijão (Phaseolus vulgaris, dicotiledônea), visando compreender os mecanismos que levam a respostas diferenciais das plantas de milho e feijão em relação ao metabolismo do etileno. Plantas de milho tratadas com as auxinas não produziram etileno, já o feijão produziu bastante após o tratamento. Após pulverização com as auxinas, o milho não exibiu produção do ácido 1-carboxílico-1-amino-ciclopropano (ACC), fato observado no feijoeiro O rendimento quântico máximo do fotossistema II (razão Fv/Fm) e os níveis dos pigmentos fotossintéticos não foram alterados em plantas de milho tratadas com as auxinas. As plantas de feijão mostraram quedas significativas em ambas variáveis após o tratamento com 2,4-D e 2,4,5-T, mas não com o AIA. A redução nos níveis das clorofilas em plantas de feijão tratadas com 2,4-D e 2,4,5-T relacionou-se com a clorose observada, uma vez que ocorreu uma degradação mais acentuada das clorofilas do que dos carotenoides. As xantofilas também tiveram uma degradação mais acentuada do que o alfa e beta caroteno em plantas de feijão tratadas com 2,4-D e 2,4,5-T. Quando aminoetoxivinilglicina (AVG) e Co2+ foram fornecidos às plantas de feijão, conjuntamente com as auxinas, não ocorreu queda na razão Fv/Fm e nem no nível dos pigmentos, com exceção do alfa caroteno.

Síntese de etileno e respostas fotossintéticas em plantas de feijão e milho expostos a auxinas

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