Revista Brasileira De Herbicidas 2018; 17(4): 1-9
Uso de bioestimulante na reversão de injúria de glyphosate no milho convencional
O cultivo de milho convencional vem retomando espaço no panorama agrícola nacional em função da dificuldade de controle do milho tiguera em culturas subsequentes. Entretanto, a deriva de glyphosate em lavouras adjacentes passou a ser uma preocupação entre os produtores e técnicos. Dessa forma o experimento foi instalado para avaliar o efeito de baixas doses de glyphosate na cultura e a capacidade de um bioestimulante a base de hormônios vegetais em reverter as injúrias causadas pelo herbicida, avaliando-se características morfológicas e taxa fotossintética de plantas de milho. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizados com quatro repetições em arranjo fatorial 5 X 2, sendo que o primeiro fator correspondeu a cinco doses de glyphosate (0; 10; 20; 30 e 40 g e.a. ha-1) e o segundo a ausência e presença do bioestimulante. As características avaliadas foram fitointoxicação, diâmetro do colmo, altura plantas e massa fresca de raiz e parte aérea, índice SPAD e taxa fotossintética. A maior dose de glyphosate provocou maior fitointoxicação, além de plantas com menor altura e menor índice SPAD. O bioestimulante proporcionou acréscimos no diâmetro de colmo, índice SPAD e taxa fotossintética. A presença de bioestimulante não proporcionou efeito reparador nos efeitos deletérios provocados pelo glyphosate em plantas de milho convencional.
Palavras-chave: fitointoxicação; herbicida; Zea mays
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