Weed Control J 2026; 25: e202600881


Associação de herbicidas pré-emergentes com cobertura vegetal no manejo de plantas daninhas

João P. U. S. , Rayani T. , André L. , Bruno B. R. , Rafaela O. da , Vitor G. P. de , Andreia C. S. , Patrícia A.

DOI: 10.7824/wcj.2026;25:00881

Resumo:

Introdução:

As espécies Bidens pilosa, Euphorbia heterophylla e Amaranthus hybridus têm causado elevada interferência na cultura da soja, especialmente devido à presença de biótipos resistentes a herbicidas.

Objetivo:

Avaliar a eficácia da cobertura vegetal associada a herbicidas aplicados em pré-emergência no manejo dessas espécies.

Métodos:

Foram conduzidos experimentos independentes para cada espécie, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 × 4, com três repetições. Avaliaram-se quatro manejos químicos (diclosulam, flumioxazin, sulfentrazone e testemunha) e quatro coberturas vegetais (Canavalia ensiformis, Pennisetum glaucum, Crotalaria juncea e ausência de cobertura). Aos 35 dias após a aplicação, foram avaliados o controle (%) e a biomassa seca da parte aérea.

Resultados:

A. hybridus apresentou controle satisfatório (>80%) apenas com coberturas, com menor eficiência para P. glaucum, sendo que a associação com herbicidas elevou o controle para próximo de 100%. Para B. pilosa, o controle foi próximo a 90% com coberturas, sendo ampliado com herbicidas. Já para E. heterophylla, coberturas ou herbicidas isolados foram insuficientes. Flumioxazin apresentou baixo controle (26,7%) e sulfentrazone controle moderado (82,7%), sendo necessária a associação entre estratégias.

Conclusão:

A eficácia do manejo depende da espécie, havendo interação entre plantas de cobertura e herbicidas que potencializa o controle.

Associação de herbicidas pré-emergentes com cobertura vegetal no manejo de plantas daninhas

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